quinta-feira, 18 de outubro de 2018

8 Polêmicas Restaurações em Obras de Arte Sacra




Restaurar obras de arte exige conhecimento, técnica, sobretudo bom senso  e quase sempre gera polêmica quanto aos métodos empregados e seus resultados. Algumas das restaurações citadas abaixo ficam apenas no campo da polêmica gerando discussões acirradas entre os entendidos, já outras fazem os olhos de qualquer amante da arte sangrar!

1. São Jorge Policromado - "São Jorge Playmobil"

PS: a expressão do cavalo foi exatamente a minha quando eu vi isso

        A escultura em madeira policromada do século 16 de São Jorge assumiu lugar de destaque na pequena Igreja de São Miguel, no norte da cidade espanhola de Estella, quando o pároco decidiu que era hora de renovar a aparência do artefato valioso e pediu para que este fosse limpo.
      Foi designado o trabalho para o proprietário de uma loja de artesanato local e parte do grupo Karmacolor, que realizou  o trabalho sem consultar o conselho local ou conselho regional de Navarra.
       O resultado do trabalho amador é uma caricatura carnavalesca barata, longe da arte sacra.
       Para piorar a situação, a escultura foi lixada e coberta com gesso antes de se adicionar as camadas de tinta inadequadas, tornando quase impossível a restauração da peça que possui mais de 500 anos.
      O  pároco local insiste que pediu que a peça fosse apenas limpa e não restaurada.






2. Ecce Homo - "Ecce Meme"

Ecce Homo. Elias Garcia Martinez, c.1930. Sanctuary of Mercy Church, Borja.

      Esse é sem sombra de dúvida o caso mais famoso!

       Na primeira década do século XX, o pintor espanhol e professor Elías García Martínez produziu a arte Ecce Homo , na qual ele representa Jesus com uma coroa de espinhos. O trabalho é um afresco que fica no Santuário da Misericórdia de Borja, Espanha. Ninguém nunca prestou muita atenção ao trabalho até 2012, quando uma paroquiana Cecilia Gimenez, na época aos 82 anos, decidiu restaurar a obra. O resultado foi desastroso. Depois desse episódio, a cidade de poucos habitantes e a "restauradora" se tornaram famosos. O trabalho tornou um meme, carinhosamente apelidado de Ecce Meme .

       O pessoal da teoria da conspiração diz que o São Jorge de 500 anos foi restaurado de maneira caricata para atrair turistas, assim como ocorreu com Ecce Homo - que não foi "restaurada"com este intuito, entretanto  quando viralizou, acabou  gerando inúmeras visitas, restaurando a economia local.

O americano Andrew Flack, autor do libreto da ópera Behold the Man com Cecilia Giménez
© EPA/TONI GALAN

3. Virgem Maria e o Menino Jesus "Maggie Simpson"

"RESTAURADA"
Virgem Maria e do Menino Jesus, artista desconhecido. Sainte-Anne des Pins, Sudbury, fonte: Time Magazine
ORIGINAL 
Virgem Maria e do Menino Jesus, artista desconhecido. Sainte-Anne des Pins, Sudbury, fonte: Time Magazine

        Esta escultura da Virgem Maria e do menino Jesus está localizada na igreja de Sainte-Anne des Pins, em Sudbury, no Canadá. Por conta de sucessivos vandalismos, o menino Jesus foi decapitado várias vezes. O padre da paróquia costumava encontrar a cabeça em volta da igreja, mas desta vez desapareceu completamente, por isso foi necessário criar uma nova. A artista Heather Wise foi responsável por essa restauração, e criou uma cabeça que não tinha nada a ver com o modelo original, e é que o resultado foi um desastre. A escultora se defendeu declarando que era apenas um protótipo de teste de argila. Devido a grande repercussão a cabeça foi devolvida e a escultura terminou bem restaurada.

4. Santa Bárbara - "Santa Barbie"




      Santa Barbie é como ficou conhecida a restauração pavorosa de Santa Bárbara, que  ocorreu no Brasil, na Capela de Santa Bárbara, que é uma das mais antigas do Rio de Janeiro. Sua construção teria sido concluída em 1612, e passou por uma restauração completa 300 anos depois. A imagem original da santa, entalhada em madeira portuguesa, tem 1,73 metro de altura e cerca de 200 anos. 
           Informações oficiais dizem que ela foi recuperada para a festa do Dia de Santa Bárbara, em 4 de dezembro de 2011. Mas as modificações só se tornaram conhecidas em 2012, graças ao historiador Milton Teixeira que levou um susto ao entrar no local e se deparar com uma imagem totalmente diferente no altar. A santa ganhou contornos fortes nos olhos, um rosto mais pálido e lábios vermelhos. “Acabaram com a imagem, colocando sobrancelhas e batom. O rosto, que antes tinha toda uma gradação de cores, está branco. Transformaram Santa Bárbara em Barbie”, compara.

     O professor  de História da Arte  e especialista em arte barroca Elmer Corrêa Barbosa engrossa o coro dos indignados que possuem conhecimento: "O que se vê é algo grotesco, mais parece uma imagem de gesso contemporânea. Em nada se parece com o que se fazia naquela época, no início do século XIX. Era um período pós barroco, em que os artistas buscavam uma aproximação das imagens religiosas da figura humana, através da técnica chamada encarnação. Usava-se, por exemplo, uma camada de gesso sobre a madeira, buscando a textura e a tonalidade da pele verdadeira e contas de vidro nos olhos. Era uma busca pelo realismo. Dizia-se que a peça era 'esculpida e encarnada', de onde veio inclusive uma expressão muito conhecida até os dias de hoje"
        O Exército rebate e afirma que o trabalho foi feito por uma equipe multidisciplinar formada por técnicos gabaritados do Museu do Exército como museólogos, restauradores e historiadores. Segundo o oficial de comunicação da fortaleza, major Marcos Migon, o processo de restauração demorou cerca de seis meses e foi concluído em dezembro de 2011.

Santa Bárbara: à esquerda, a imagem original, à direita, a (Milton Teixeira/Arquivo Pessoal/VEJA)

5. "Ecce Homo Asturiano" 


Estátua de madeira de Virgem Maria, Jesus e Santa Ana, datada do século XV, é pintada após restauração mal-sucedida (DSF/AFP)
E novamente a Espanha...
     Desta vez, três estatuas, entre elas uma de madeira datada do século XV, com a representação de Maria, Jesus e Santa Ana, abrigadas por uma igreja no vilarejo de Rañadorio, nas Astúrias, foram coloridas após uma residente local conseguir autorização do padre da paróquia para revitalizar a obra, com o argumento de que estavam “sem graça”. Segundo o jornal The Guardian, as esculturas da igreja já havia passado por uma restauração profissional e autorizada pela secretaria de cultura local em 2002.
       “Foi usado um tipo de tinta com o qual se pinta qualquer coisa em uma casa, sem qualidade e com cores absurdas. O resultado é chocante. Não sabemos se é para rir ou chorar”, diz Luis Suárez Saro, especialista que fez o restauro profissional há 15 anos. Segundo ele, na época foi feito um trabalho árduo para recuperação das cores originais das obras, exceto a de madeira, que nunca tinha sido pintada — até agora.



       A autora da obra do “restauro”, María Luisa Menéndez defendeu sua arte ao jornal El Comercio. “Não sou uma pintora profissional, mas sempre gostei. E as imagens precisavam de uma pintura. Então as pintei como pude, com as cores que me pareciam, e os moradores gostaram.”
      As obras agora serão analisadas pelos especialistas, que vão tentar recuperar suas cores originais.


6. Virgem com o Menino e Santa Ana de Leonardo da Vinci
A Virgem com o Menino e Santa Ana - Leonardo da Vinci
Antes e Depois
       Novamente o trio sagrado é alvo de polêmica restauração, mas esta, ao contrário da citada acima, não foi efetuada por amadores e sim por nada mais nada menos que a equipe do Louvre em 2012 e o resultado além de controverso, gerou  uma cisão dentro da própria cúpula do museu.

       Segundo especialistas, a limpeza do quadro teria sido feita de maneira agressiva, causando danos irreparáveis. 
        Dois dos principais especialistas franceses na obra do artista pediram demissão do comitê que supervisionou a restauração, supostamente em protesto pelos procedimentos utilizados. Segolene Langle, ex-diretora de conservação do Louvre, e Jean-Piere Cuzin, ex-diretor de pinturas do museu, não deram explicações concretas para a decisão. Mas Langle afirmou que "durante todo o processo, preparei relatórios explicando minhas opiniões e deixando claro que deixaria a comissão caso alguns limites fossem ultrapassados"
         Cuzin teria confidenciado a colegas que a técnica utilizada deixou o quadro claro demais, com um brilho que chamará a atenção do público do museu, mas à custa da integridade da pintura. Mas, para especialistas, algo maior do que o quadro está em jogo. A demissão de Langle, que é tida como uma das maiores autoridades do mundo em conservação de obras de arte, levou a especulações no secreto comitê de restaurações do Louvre. "A saída dela é uma perda gigantesca", disse Jacques Frank, consultou do Centro Armand Hammer de Estudos sobre Leonardo da Vinci, da Universidade da Califórnia. "Ela foi sempre considerada uma deusa nesse campo. Não há ninguém melhor do que ela, é insubstituível."

        Jacques Frank completa "Não há uma só verdade, mas é possível dizer que nem todos concordamos com relação aos níveis de limpeza do quadro". 

       A história da restauração do quadro tem início na década de 90, quando o projeto foi abandonado – os restauradores chegaram à conclusão de que o solvente prejudicaria a técnica do sfumato, uma das marcas registradas de Da Vinci. Em 2010, um comitê foi formado para rediscutir a restauração. A princípio, optou-se por uma aproximação "minimalista", destinada apenas a retirar manchas do quadro. Em algum momento, porém, a equipe chefiada por Cinzia Pasquali teria optado por uma limpeza mais radical, no que teria sido apoiada pela direção do museu. 
       Vincent Pomarede, um dos diretores do Louvre, defendeu a posição da equipe. "A limpeza e restauração eram necessárias tanto por motivos de conservação quanto estéticos. Em nenhum momento algum membro da comissão afirmou que a limpeza estava sendo de maneira imprudente ou que teríamos ido longe demais. A discussão era apenas estética – alguns membros defendiam a retirada de elementos pintados por outros artistas da época sobre o original de Da Vinci. Estamos todos satisfeitos com o resultado e agora vamos começar a fazer retoques antes de devolver o quadro ao público, em março."
        Pomarede lamenta a saída de Langle e Cuzin do comitê mas não quis falar os motivos apresentados pelos dois deixar o museu.
       Finalizamos este caso com uma frase de Jacques Frank: "Confesso que eu teria ficado feliz com um quadro mais escuro e ‘sujo’, sem o brilho que tem despertado confusão."


7. Afrescos da Capela Sistina e Jessé com olhos Desfigurados


Daniel de Michelangelo antes e depois da restauração

Jessé de Michelangelo antes e depois da restauração

       Polêmica maior ainda que a causada no Louvre, é a restauração que houve na Capela Sistina  no período de 1979 a 1994. Esta restauração mais recente teve um efeito profundo sobre os amantes da arte e historiadores, quando cores e detalhes que não tinham sido vistos por séculos foram revelados. Afirma-se que com o resultado todo livro sobre Michelangelo terá de ser reescrito. O historiador de arte James Beck de ArtWatch Internacional, têm sido extremamente crítico dizendo que os restauradores não perceberam as verdadeiras intenções do artista. 
          A experimentação preliminar para a restauração moderna começou em 1979. A equipe de restauração composta por Gianluigi Colalucci, Maurizio Rossi, Piergiorgio Bonetti e outros, [7] tiveram como diretrizes o Regulamento para a restauração de obras de arte, conforme estabelecido em 1978 por Carlo Pietrangeli, diretor do Laboratório do Vaticano para a Restauração de imagens, que regem o processo e métodos utilizados na restauração.
        A opção metodológica do responsável pelo trabalho de restauro foi remover tudo o que havia acima da camada realizada em buon fresco, o afresco puro, pintado quando a camada de base ainda está úmida, fazendo com que ao secar as cores se fixem permanentemente incorporadas ao reboco. 
       O resultado foi surpreendente, mostrando uma paleta de cores brilhante e variada, muito diferente daquela que por séculos foi associada com a pintura de Michelangelo. Mas o restauro levantou uma turbulenta controvérsia no mundo da arte. Enquanto que um grupo de críticos louvou o resultado como uma revelação, dizendo que obrigava à reformulação de todas as concepções anteriores sobre sua estética, muitos outros peritos igualmente respeitados consideraram a intervenção uma calamidade, acusando os restauradores de destruir a obra para sempre por remover, além dos detritos acumulados ao longo dos anos, também acabamentos do próprio Michelangelo, que teriam sido pintados a seco depois do buon fresco secar, o que realmente era uma prática bastante comum no seu tempo. 
       Comparando-se fotografias dos estados anterior e posterior, parece claro que a adoção de uma solução técnica unificada para todo o painel foi de fato uma atitude temerária, e que o restauro tenha sido radical demais pelo menos em alguns pontos, pois é difícil crer que o artista tivesse, por exemplo, pintado figuras com olhos desfigurados, como agora aparecem as de Jessé e Aminadab. Diversos outros detalhes desapareceram, como ornamentações na arquitetura ilusionística que emoldura as cenas, pregas nos mantos e o modelado sutil dos corpos e das sombras, resultando em planos mais achatados e anulando parte do efeito escultórico da pintura. Entretanto, em termos de cores a paleta luminosa que surgiu na Capela Sistina teve uma confirmação quando se restaurou o Tondo Doni, que traz o mesmo espectro de cores.[13][14][15][16][17][18][19]


8. The Last Supper  para "The Lost Supper"
A Última Ceia - The Last Supper - Leonardo da Vinci
Original
       Alguns críticos de arte apelidaram a última ceia de "The Lost Super", um trocadilho em inglês de last para lost (última para perdida).
        Leonardo completou sua obra-prima em 1497, e sua sobrevivência tem sido problemático desde então. O artista experimentou uma nova técnica, a aplicação do pigmento de gesso seco em vez do método usual de pintura de gesso molhado, que não funcionou e a pintura começou a descascar da parede durante sua vida. Para piorar, o local foi inundado diversas vezes e durante as guerras napoleônicas foi usado como um estábulo, e durante a Segunda Guerra Mundial, o telhado foi arrancado por bombardeiros aliados, expondo a pintura vários meses.
       O primeiro reparo para a superfície foi realizada no século XVI, e tem havido grandes retoques e repinturas em todos os séculos desde então. O mais recente esforço para salvar a obra começou em 1978 após curadores notarem que fragmentos de pintura caindo da parede.
      Conservadores italianos optaram por uma abordagem radical. Em vez de tentar consertar o que foi deixado, eles decidiram retirar e raspar toda a pintura que tinha sido adicionado por outros ao longo dos anos "até que chegamos ao que Leonardo realmente pintado", disse Bruno Contardi, que supervisiona o cultural e histórico herança do Milan.
       "Só agora descobrimos as características originais dos rostos. A posição dos olhos havia sido alterada; bocas parcialmente abertas haviam sido fechadas; barbas que Leonardo nunca pintara haviam sido acrescentadas; mãos foram alongadas e achatadas, e o real As dimensões das cabeças foram alteradas ", disse Brambilla em uma recente entrevista ao The Art Newspaper.       Os trabalhos árduos de Brambilla revelaram detalhes do original que haviam sido obscurecidos durante séculos - traços de um delicado padrão de millefleurs nas cortinas que cobrem as paredes, fragmentos de paisagem na janela que ilumina a cabeça de Cristo.
       A má notícia é que não mais de 20% da tinta original de Leonardo sobreviveu. Olhando para a Última Ceia hoje, temos a sensação de que algo está... perdido.

       Segundo Michael Daley, um artista britânico e ilustrador que dirige o ArtWatch U.K., um grupo de defesa que freqüentemente critica os projetos de restauração italianos  critica: "Eles destruíram a continuidade histórica da pintura. Embora não fosse a pintura original de Leonardo, ela foi colocada por pessoas que estavam mais próximas do trabalho original de Leonardo do que nós hoje". E continua: Esta decisão - de tirar toda esta restauração historicamente sancionada, tudo de uma só vez - foi profundamente imprudente".

     A remoção de todas as camadas de tinta deixou muitos espaços em branco no trabalho de Leonardo. Os restauradores decidiram preenchê-los repintando levemente em aquarela. A aquarela pode ser removida facilmente. "Não queríamos inventar, mas era necessário para tornar a pintura inteira. Era como costurar as peças", disse Contardi, superintendente do projeto. Isso deixou Daley e outros críticos horrorizados. "Isso deu à imagem um caráter totalmente diferente, um personagem muito mais do século 20. É injustificável e dificilmente pode ser visto como uma melhoria", disse Daley.

       Mas, nem todos concordam, Bonsanti, o historiador de  Florença alega  "Eu acho que eles fizeram um trabalho muito bom o que estava lá foi recuperado;. O que foi adicionado foi feito com reversibilidade completa", e conclui "Eu acho que é muito melhorver 20 por cento de Leonardo da original em vez de algo que era um falso 100 por cento".

A Última Ceia - The Last Supper - Leonardo da Vinci
Antes e depois
     Entretanto, a polêmica não para por aqui, segundo Michael Daley, diretor de ArtWatch Reino Unido, o restaurador errou ao restaurar a figura central de Cristo, pois uma manga drapeada tinha sido reformulada de modo que a mão direita de Cristo agora emerge de uma cortina muff-like (muff-like seria como o buraco que sai o braço da manga)  que repousa sobre a mesa quando em ambas as cópias quase contemporâneas dos próprios assistentes de  Leonardo da Vinci, a manga é pintada caindo atrás da mesa.
      Cópias do original, concluídas em Milão em 1498, incluem a pintura de 1520 do aluno de Leonardo, Giampietrino, que pertence à Royal Academy of Arts, em Londres. Comparando a figura restaurada de Cristo em Milão com fotografias dela antes da restauração, bem como com as cópias contemporâneas, Daley disse: "Pode haver agora uma séria deturpação do desenho final de Leonardo".
      "Por que a presença dessas manga drapeada que estava pendurada abaixo e atrás da mesa não foi percebida?" Indaga Daley surpreso ao ignorarem a Última Ceia de Giampietrino.

     O professor Pietro Marani, um especialista em Leonardo que dirigiu a restauração da Última Ceia, minimizou as críticas, dizendo: "Um pequeno pedaço de cortina. Oh, meu Deus".
     Charles Hope, um dos principais especialistas em Leonardo da Vinci, criticou toda a restauração como "sem sentido", já que restava tão pouco do original: "É somente através de Giampietrino e de outras cópias que podemos entender como era antes."













fontes:
https://tendaily.com.au/news/world/a180627ifb/when-art-restoration-goes-horribly-wrong-20180627
http://www.dailyartmagazine.com/worst-artworks-restorations/
https://oglobo.globo.com/rio/exercito-afirma-que-restauro-de-imagem-de-santa-barbara-foi-feito-por-profissionais-gabaritados-6842046
https://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2012/11/29/restauracao-de-imagem-de-santa-e-chamada-de-grotesca.jhtm
https://veja.abril.com.br/entretenimento/restauracao-desastrosa-colore-escultura-de-maria-e-jesus-na-espanha/
https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,limpeza-de-obra-de-da-vinci-causa-polemica-em-paris,818637
7. Carlo Pietrangeli, Foreword to The Sistine Chapel, ed. Massimo Giacometti. (1986) Harmony Books, ISBN 0 517 56274 X
13. Creighton, E. Gilbert (ed). "Michelangelo". In: Encyclopædia Britannica Online. 21 Jan. 2010
14. Fulford, Robert. Art restoration in Italy. February 11, 1998.
15.Serrin, Richard. Lies and Misdemeanors: Gianluigi Colalucci's Sistine Chapel Revisted. Mims Studios
16. Hartt, p. 503
17.  Arguimbau, Peter. Michelangelo's Sistine Chapel cleaned with Easyoff: Science vs. Art - What a Price to Pay. Ensaio em Peter Layne Arguimbau website
18. Mancinelli, Fabrizio. Michelangelo at Work in The Sistine Chapel. Harmony Books, 1986
 19. «Sistine Chapel restored. BBC News. Saturday, 11 December, 1999, 16:51 GMT»
http://www.chicagotribune.com/news/ct-xpm-1999-03-03-9903030137-story.htmlhttps://www.independent.co.uk/arts-entertainment/art/news/have-art-restorers-ruined-leonardos-masterpiece-7565727.html

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