sábado, 11 de maio de 2013

The Darkside of the Barbie - Fotografias de Mariel Clayton





      A fotógrafa autoditada Mariel Clayton, que nasceu na África e atualmente vive no Canadá, criou um interessante ensaio sobre o lado negro da impecável Barbie.

      Quem conhece de verdade a história da Barbie, sabe que ela foi inspirada  em Lili, uma personagem alemã pra lá de sensual (uns dizem que ela era garota de programa) - sim, ela fazia aparições de calcinha e sutiã - dos quadrinhos dos jornais Bild-Zeitung de1952,  criada pelo ilustrador Reinhard Beuthien, onde sua marca registrada eram as piadinhas picantes. O sucesso foi tão grande que ela virou uma boneca que os homens presenteava suas amantes com ela! De acordo com o jornalista americano Jerry Oppenheimer, o designer que fez a boneca era viciado em sexo e criou as medidas dela de acordo com gostos pessoais, logo as fotografias de Mariel não deviam chocar tanto assim.
       Entretanto, após ter sido trazida da Alemanha e redesenhada pela Mattel, como o modelo de mulher perfeita e pura (mas quase colocaram mamilos na boneca!), além de jogar o passado negro para debaixo do tapete, (igual fazemos com aqueles casos familiares escabrosos que só trazem constrangimento, então, a Mattel fez o mesmo), Mariel sem querer resgatou estas origens e apimentou muito mais o seu cotidiano!

       As imagens são cheias de cenas cotidianas carregadas de sarcasmo, sexo, violência, e bichinhos fofos alheios a tudo isso, como gatinhos dormindo ou se coçando enquanto eles transam loucamente em algum lugar da casa, ou o Ken é esquartejado. Todo o cenário é rico em detalhes parecendo realmente uma casa como a que moramos! Mas não só Barbie é a protagonista, temos também o galã Ken em diversas cenas absurdas!

       Mariel não se recorda certamente quando ganhou sua primeira Barbie, talvez aos 6 ou 7 anos de idade, mas atualmente se irrita dela ser idolatrada como um ícone feminino estereotipado da mulher perfeita, dócil e doce.

       Quando questionada se Barbie é uma diva para ela, Mariel é enfática: "Acho que sim - penso na palavra 'Diva' como tendo uma conotação negativa, porém, alguém que é mandona e exigente e mimada. Alguém que trata mal as pessoas, porque eles acreditam que são melhores. Acho que pode ser uma parte da Barbie que tenha esta implicação."


       Cada fotografia leva em média de 10 a 15 horas para ser concluída, tudo dependendo da complexidade da história, se precisa criar adereços, fantasias , etc "É difícil dizer exatamente o período de tempo, porque eu realmente não estou prestando atenção. Com a maioria deles eu também tenho que parar, ir para o trabalho, dormir etc..."

       A respeito das cenas de sexo da Barbie e seus brinquedinhos eróticos, bem como se ela considera a boneca um símbolo sexual, Mariel diz:
       "Eu faço os pequenos vibradores à mão usando argila polímero. Não vejo Barbie como um símbolo sexual em tudo - ela parece em nada com uma fêmea humana 'normal'. Esse tipo de corpo não é mesmo encontrado na natureza. Ela é uma representação do que as empresas acham que as mulheres devem aspirar em termos de aparência, mas as mulheres que tentam fazer-se parecer com a Barbie... são extremamente sem atrativos e soam 'fake'."

       Mesmo tendo realizado um ensaio fotográfico tão polêmico com a queridinha das bonecas, a Mattel não a processou e nem se pronunciou a respeito. Achei ótimo!
       































fonte: http://www.kaltblut-magazine.com/the-darkside-of-barbie/





Nenhum comentário:

Postar um comentário