segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Carybé: Pintor, Escultor, Muralista. O Rei do Cotidiano Baiano!



Carybé - Iaôs de Oxumarê, Ogum, Oxóssi, Yemanjá e Oxum


Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista e o argentino mais baiano de todos! 

Carybé retratava o cotidiano de pessoas humildes, os costumes (particularmente de Salvador - Bahia - Brasil) e o Candomblé, com seu traço único, enxuto, sem excessos de detalhes, mas com uma agilidade técnica de execução esplêndida, captando o essencial da forma e do movimento de como nenhum outro artista.


"Gosto de gente, de bichos, da terra. Cada coisa tem uma linguagem própria, através da qual pode ser expressa. O mural, a pintura a óleo ou têmpera vinil: tudo são formas para fixar meu trânsito por esse mundo" - Carybé

Com muito prazer que escrevo mais uma biografia deste artista incrível, apaixonante e de traços tão únicos!!!


       Nascido em 7 de fevereiro de 1911, na pequena cidade de Lanús, subúrbio de Buenos Aires,  Hector Julio Páride Bernabó, mais conhecido como Carybé, viveu em Gênova e Roma (Itália) dos 6 meses aos 8 anos. Em 1919, veio morar no Brasil onde completou os estudos secundários no Rio de Janeiro, em Bonsucesso e entre os anos de 1927 e 1929, freqüentou a Escola Nacional de Belas Artes. 
       Aprendeu a desenhar em casa, vendo os irmãos mais velhos Arnaldo e Roberto que eram desenhistas, pintavam, esculpiam e trabalhavam em publicidade. Aos 21 anos Carybé começou a desenhar. Fazia cartuns, charges, ilustrações e escrevia - texto conciso, exato e bem humorado - tendo colaborado com diversos jornais e revistas de Buenos Aires e do Rio. “No inicio tinha um desenho comum, sem nada de especial. Como acho que todo mundo faz no começo de carreira, tive influência de outro artista: fiz desenho à moda de Grosz (famoso artista gráfico alemão radicado em Buenos Aires, dono de um desenho cáustico e irônico), que mudou-se para Nova York e foi absorvido pela ‘jungle’, nunca mais fez nada. Comi e digeri Grosz. Dele saí eu, como, não sei." Mas olhando um desenho de Carybé daquela época e comparando-o ao de Grosz, vemos que o único ponto em comum é o olho para o detalhe. Naqueles primeiros desenhos já se percebia a marca pessoal do seu estilo.

“Num dia de chuva miúda e tão perto da meia-noite que não se sabe ao certo se eu nasci no dia que nasci ou no anterior”

“Como estudante sempre fui ruim e tomei carinho às arvores, campinas, às praias, ao sol e à vagabundagem.”

“No inicio tinha um desenho comum, sem nada de especial. Como acho que todo mundo faz no começo de carreira, tive influência de outro artista: fiz desenho à moda de Grosz (famoso artista gráfico alemão radicado em Buenos Aires, dono de um desenho cáustico e irônico), que mudou-se para Nova York e foi absorvido pela ‘jungle’, nunca mais fez nada. Comi e digeri Grosz. Dele saí eu, como, não sei.

   
Carybé - foto: Acervo ©Instituto Carybé
 Há uma história curiosa por trás do nome pelo qual o argentino Hector passou a ser conhecido. O artista pensava que seu apelido era derivado do nome de um pássaro pertencente à fauna brasileira e foi o amigo Rubem Braga quem esclareceu o mal entendido: Carybé é o nome de um mingau dado às mulheres que acabaram de parir, um "mingau ralo". Com bom humor ele apenas disse: “que bom, eu adoro mingau”. 

"Comecei a viver de arte aos 18 anos. Trabalhava com um irmão. Para ganhar dinheiro, a gente partiu para pintar cartazes de rua – o que agora se chama outdoor. E fazíamos também serigrafia. Éramos cinco irmãos, todos envolvidos com arte. Sou o caçula. O Roberto Bernabó, meu irmão mais velho - que era um artista fantástico -, foi o responsável pelo primeiro grande acontecimento da família. Roberto pegou, em 1929, a decoração dos bailes carnavalescos do hotel Glória e do Copacabana Palace para fazermos"

      Muito ligado aos irmãos Roberto e Arnaldo, começou a trabalhar com eles nas comemorações do Centenário da Independência, em 1922, e na decoração de carnaval para os hotéis Copacabana Palace, Glória e Catete, em 1929. Com o dinheiro que ganharam na decoração de carnaval, o Sr. Enea decidiu então voltar com toda família para Buenos Aires. Lá Carybé tentou ingressar na Escola de Belas Artes, mas não obteve sucesso, tornando-se autodidata. Ainda em companhia dos irmãos, realizou painéis, vitrines e publicidade para casas comerciais, enquanto trabalhava como jornalista em importantes jornais argentinos, onde trabalhou em diversos jornais, até que o periódico "Prégon" o contratou para viajar por vários países fazendo e enviando desenhos e reportagens de onde passasse. Com isso, Carybé começou a ter contato com várias culturas e diferentes formas de expressão artística, que influenciaram o seu trabalho como pintor. Em uma dessas viagens conheceu Salvador, onde começou a ter contato com a cultura baiana.

       Até meados dos anos 40, Carybé viveu entre vários países, mas sempre retornando ao Brasil. Neste período, trabalhou como ilustrador de obras literárias e traduziu o livro Macunaíma, de Mário de Andrade, para o espanho, neste mesmo ano ele conquista o Primeiro Prêmio da Câmara Argentina del Libro por sua ilustração do livro Juvenília, de Miguel Cané, ícone da literatura argentina. 


        Enviado a Salvador pelo jornal “Prégon” em 1938, disse ele: “"(...) Em 38 vim a Salvador tinham fundado um jornal e me deram o melhor emprego do mundo - viajar e mandar desenhos. Mas quando cheguei a Salvador, o diário tinha falido. Fiquei aqui seis meses, vivendo numa miséria, mas uma miséria sem drama. Bastava mandar uma carta para Rubem Braga no Rio que ele mandava a passagem. Mas fiquei curtindo. Como não conhecia ninguém importante acabei dormindo num trapiche no início da Avenida do Contorno. Assim foi até o momento em que disse: chega. Mas aí ficou a Bahia na cabeça. Voltei em 40, em 42, e sempre o negócio de Bahia. Meus amigos já estavam cheios, e Rubem, um dia, fez uma carta para Anísio Teixeira, ele era secretário de Educação e Cultura, e me disse: vai ver esse homem que ele vai lhe dar um emprego na Bahia. Olhei a carta e fiquei morrendo de vergonha de tanto elogio que ele fazia. Aí vim. Entreguei a Anísio. Ele leu e disse que vamos ver, estou fazendo umas escolas, uma espécie de universidade popular e gostaria de fazer um painel e até tenho um recorte de uma ilustração sobre a Bahia. Mandou a secretária buscar. Não tinha mais assunto quando a secretária voltou, e era um almanaque que eu tinha feito. Aí pronto. Ele me disse: você vem para o ano e vamos arranjar. No dia 31 de dezembro embarquei, cheguei dia 1º de janeiro. E ele: como agora? É um negócio lá pra o meio do ano. Era 1950. Já que estava aqui, fiquei. Fui me virando".
PORTUGAL, Claudius. Outras cores: 27 artistas da Bahia - reportagens plásticas. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado, 1994, pp. 15-16.
    
"A sintetização natural que aconteceu no meu trabalho, foi talvez pelo fato de que não desenho do natural, apóio-me na memória visual e esta só retém o essencial, o resto ela elimina. O mágico está nas coisas: num vestido vermelho, dentro do mar, na espuma, no pêlo de um cavalo, às vezes numa forma ou numa cor também, mas que está por aí, está."


       Carybé acaba ficando desempregado e faz uma viagem por todo o litoral norte do Brasil. Nesta época começou a registrar a cultura local através de sua arte: a capoeira, o candomblé. Voltou para Buenos Aires e em 1939 fez sua primeira exposição coletiva, com o artista Clemente Moreau, no Museu Municipal de Belas Artes de Buenos Aires. No início dos anos 40 viajou pela América Latina, e passou alguns anos em Buenos Aires, onde trabalhou em jornais, como ilustrador de livros e traduziu o livro Macunaíma, de Mário de Andrade, para o espanhol.
Carybé e Nancy - f
oto: Acervo ©Instituto Carybé
        Em 1943, fez sua primeira exposição individual e ilustrou o livro "Macumba, Relatos de la Tierra Verde", de Bernardo Kordan.

       No Rio de Janeiro, ajuda a fundar o jornal Diário Carioca, em 1946 e neste mesmo ano 1946, casou-se com Nancy, na província argentina de Salta, com quem teve dois filhos, o artista plástico Ramiro e a bióloga Solange. Após várias viagens para Salvador, em 1950 foi morar definitivamente na capital baiana, onde, através de uma carta de recomendação de Rubem Braga, foi contratado para fazer murais em prédios e obras públicas. Em 1949 é convidado por Carlos Lacerda a trabalhar em seu jornal, a Tribuna da Imprensa, onde fica até 1950.

      Convidado pelo Secretário da Educação Anísio Teixeira, Carybé muda-se definitivamente para a Bahia, onde batalha pela renovação das artes plásticas, ao lado de outros artistas, como Mário Cravo Júnior, Genaro de Carvalho e Jenner Augusto. 

       Em 1957 naturalizou-se brasileiro, e é considerado um ícone de “baianidade”. Entre seus diversos amigos estava o escritor Jorge Amado, que escreveu O Capeta Carybé, onde define o amigo como alguém que “é todo feito de enganos, confusões, histórias absurdas, aparentes contradições, e ao mesmo tempo é a própria simplicidade (...)”

Festa de aniversário de 70 anos de Carybé (esquerda), com Mãe Menininha do Gantois.  Raimundo e Silva, 08/05/1981, Agencia O Globo

       Durante os quase 50 anos em que viveu na Bahia, Carybé desenvolveu uma profunda relação com a cultura e com os artistas de Salvador. As manifestações culturais locais, como o candomblé, a capoeira e o samba de roda, passaram a marcar a sua obra. Ao lado de outros artistas plásticos, como Jenner Augusto, Mário Cravo e Genaro de Carvalho, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas no Estado.

        Bastante eclético, Carybé experimentou ao longo de sua vida grande parte das técnicas artísticas conhecidas, como aquarelas, desenhos, esculturas, talhas, cerâmicas, entre outros. Além desses trabalhos, destacou-se também na criação de diversos murais pelo mundo, entre eles, um no Aeroporto de Nova York, mas que atualmente foi transferido para o aeroporto de Miami. Em 2008 os murais iriam ser destruídos. Desde 1960, estavam instalados (o próprio artista os fez ali, sozinho, com pedra, cinzel, cimento e ferramentas, após ganhar um concurso em 1959) em um terminal de passageiros do Aeroporto JFK, em Nova York. Obsoleto, o prédio seria demolido para dar lugar a instalações mais modernas. Em meados do ano passado, admiradores da obra descobriram que os murais só teriam mais um mês de existência. Em poucos dias, seriam dinamitados, mais de 50 anos após desenhados. Por obra do destino (ou Odu) e, claro, dos Orixás, os murais foram salvos por velhos (e poderosos) amigos de Carybé, para quem a notícia caiu como bomba. Cortados em 12 pedaços, foram trazidos a Miami - e cuidadosamente restaurados, recuperados e reinstalados no aeroporto da cidade, nas paredes que margeiam uma escada rolante no novo Terminal Sul. 

       Em 1963 Carybé ganhou o concurso para fazer o painel no aeroporto de Nova York, dez anos mais tarde, teve de se separar temporariamente de sua esposa Nancy Colina Bailey dele por uns tempos. Com roupas de operário, Carybé foi viver na cidade americana por alguns meses para fazer tudo. Voltou com os US$ 60 mil que recebeu pelo trabalho. "Foi com esse dinheiro que comprou nossa casa em Brotas, onde a família viveu até a morte dele", conta Nancy. "Fiquei na Bahia porque tinha filhos pequenos." Ela conta que Carybé não falava inglês e ficou oito meses em Nova York trabalhando na peça. "Carybé estava um pouco triste, solitário. Fez o trabalho o mais rapidamente possível, porque estava com saudade da família." Os painéis são gigantescos. Medem 5 X 16 metros cada um. Sua retirada, transporte e recuperação, bancada pela Fundação Odebrecht, custou algo em torno de US$ 2 milhões.



       Carybé dizia que adorava fazer murais, pois estes ficavam expostos para que todos pudessem ver, ao contrário de telas, pois ficavam restritas a escritórios ou casas.

       Em 1955 ele obtém o prêmio de melhor desenhista na III Bienal de São Paulo. Sua obra atinge o montante de cinco mil produções, dentre pinturas, desenhos, esculturas e delineamentos iniciais de alguns trabalhos. Suas ilustrações enriquecem publicações de famosos literatos, entre eles Jorge Amado e Gabriel García Márquez.

       Em 1957, o artista naturalizou-se brasileiro. Entre seus grandes amigos no país, destacou-se o escritor Jorge Amado, que escreveu, em sua homenagem, "O Capeta Carybé". Na obra, o artista foi definido como "feito de enganos, confusões, histórias absurdas, aparentes contradições, e, ao mesmo tempo, é a própria simplicidade". Carybé fez desenhos em inúmeras obras de Amado, além de ilustrar trabalhos para livros de outros autores de grande expressão, como Mário de Andrade, Gabriel García Márquez e Pierre Verger.

Carybé e Pierre Verger - foto: Acervo ©Instituto Carybé
(Muito amor nessa foto!!!)
Jorge Amado, Carybé e Caymmi
- foto: Acervo ©Instituto Carybé

     O artista também escreveu livros como "Olha o Boi" e foi co-autor da obra "Bahia, Boa Terra Bahia", com Jorge Amado. Em 1981, após 30 anos de pesquisa, publicou a Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia. Realizou também roteiros gráficos, direção artística e figurinos para teatro e cinema.

     A arte de Carybé foi por vezes um expressionismo marcante, com um sentimento carregado em cores escuras. Mas o que marcou presença foi o retrato de um povo, sua religião e seus costumes, passados por vezes de maneira surreal. Ao retratar o povo, Carybé não estava fazendo uma pintura de cunho social, não acreditava neste poder da arte. O que ele queria, e conseguiu, era passar para a tela seu testemunho de uma cultura rica em detalhes, e da qual ele fez questão de se aproximar.

      A crítica de arte baiana Matilde Matos, 86, ressalta que os traços de Carybé eram capazes de reproduzir a baianidade de uma maneira muito simples. “Ele fazia o baiano como o baiano é”, resume Matilde.

       Ramiro chama a atenção para o método do pai, que sempre desenhava nas telas antes de pintar os quadros: “Apesar de seu traço simples, ele não era chegado a improvisos”, lembra. 

       "Um elemento principal na pintura de Carybé é o movimento, o ritmo, a surpresa, que ele quer que conviva com uma exigência do seu espírito: a do nada deixado por fazer, a do nada ambíguo, pouco reconhecível, da definição do pormenor, como a unir a serenidade da obra clássica à multiplicidade de sugestões e o descompromisso do esboço. A entrada em cena de relevos e incrustações - trazendo à tona outra face, a do experimentalista - estimula a tensão crescente, que começa a ser notada à medida que sua pintura vai se destacando dos bicos-de-pena, guaches e aquarelas e se dirigindo para os maiores formatos dos murais e para a escultura propriamente dita. (...) Como os muralistas mexicanos, Carybé, pode-se dizer, nunca pintou paisagem (...). É verdade que em seus quadros não enfatiza a injustiça social nem prega revolução, não estando os seus descamisados ali para mostrar ´una flacura esquelética´ nem ameaçar burgueses de ´grueso abdome´: Carybé não crê na pintura social. Não crê no social de nenhuma arte. (...) Mas sua maior e declarada influência no tempo em que desenhava para jornais foi George Grosz (...) 'Quatro nomes influenciaram minha arte: Van Gogh, Gauguin, Modigliani, Grosz e meu irmão Bernabó, que me ensinou o básico do desenho'".
       José Cláudio da Silva - FURRER, Bruno. Carybé. Salvador, 1989.

“Sou um operário do pincel e trabalho uma média de quatorze horas por dia e não me desligo. É um trabalho que continua na cabeça, de noite. A famosa vida de artista é filha da mãe de trabalho, não tem nada a ver com o que o pessoal pensava em 1890, de Toulouse Lautrec, de farras, música e cabaré. O que existe é trabalho, treino, porque, se você para de trabalhar, esquece, perde a prática. Para mim, inspiração é o dia em que amanheço melhor e as coisas saem com mais facilidade. Artista tem que dormir as horas necessárias e se alimentar bem.”

Carybé trabalhando - foto: Acervo ©Instituto Carybé
Carybé pintando o painel no Memorial da América Latina,
São Paulo (década de 1980) - foto: Acervo ©Instituto Carybé

       Em virtude de seus trabalhos voltados para a cultura afro-brasileira, enfocando seus ritos e orixás, principalmente em princípios dos anos 70, ele conquistou um importante título de honra do Candomblé, o obá de Xangô. Parte de sua produção encontra-se hoje no Museu Afro-Brasileiro de Salvador, englobando 27 painéis simbolizando os orixás baianos, produzidos em madeira de cedro.

       Carybé fez diversas ilustrações de livros para diversos autores da literatura, entre eles, Jorge Amado, Rubem Braga, Mário de Andrade e Gabriel García Marquez, além de ilustrar livros de sua autoria e co-autoria, como Olha o Boi e Bahia, Boa Terra Bahia, com Jorge Amado. Em 1981, após 30 anos de pesquisa, publica a Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia.

      As virtudes de Carybé como desenhista o levaram ao cinema, onde apareceu nas telas no clássico O Cangaceiro (1953), dirigido por Lima Barreto (1906-1982) e com diálogos da escritora Rachel de Queiroz (1910-2003). O artista plástico desenhou mais de 1,6 mil figuras para o storyboard (imagens arrumadas em sequência, como uma história em quadrinhos, em que se pré-visualiza o filme) da produção. “Praticamente todos os planos usados no longa-metragem foram antecipados em seus desenhos”, diz Solange Bernabó, filha de Carybé. 
      Também  participou como figurante, atuando como membro de uma volante, os grupos de policiais disfarçados de cangaceiros, que muitas vezes eram mais brutais que os próprios cangaceiros.
       “Na novela Gabriela (1975), ele fez o desenho dos figurinos, e de trajes de vários personagens. Em suas figuras, mostrava também coisas típicas da região, como bumba meu boi, e as baianas”, diz Solange.
1983 - Balé Gabriela, Cravo e Canela - Cenários e figurinos
[Teatro Municipal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ]- ilustrações realizadas por Carybé

1983 - Balé Gabriela, Cravo e Canela - Cenários e figurinos
[Teatro Municipal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ]- ilustrações realizadas por Carybé

1983 - Balé Gabriela, Cravo e Canela - Cenários e figurinos
[Teatro Municipal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ]- ilustrações realizadas por Carybé

       Mais tarde, faria também figurino e cenário para a montagem do balé Gabriela, encenado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Depois, fez o mesmo trabalho para três óperas: Lídia de Oxum, Il Trovatore e La Bohème.

     Também virou nome de rua em cascais - Portugal e em salvador a av. paralela ao aeroporto é a Av. Carybé



Carybé, Salvador e Candomblé




     O primeiro contato de Carybé com a cidade de Salvador aconteceu em 1938, quando era correspondente do jornal El Pregon, de Buenos Aires, neste período, com o intuito de se manter ligado à brasilidade, Carybé começa a fazer leituras de textos produzidos no Brasil. 
       Na década de 1940, Carybé realiza algumas viagens e tornam-se inevitáveis as suas representações artísticas afro-brasileiras. Ao ir à Bahia pela primeira vez em 1946, ele realiza aulas de capoeira e frequenta alguns terreiros de candomblés. Tais experiências fazem com que ele se apaixone pela cidade de Salvador. 
       A partir da década de 50, Carybé dedicou-se à temática afro-brasileira em sua plástica e deu início à ilustração da Coleção Recôncavo. Fixou residência em Salvador, tornou-se ogã do Ilê Axé Opô Afonjá e aprofundou-se na pesquisa etnológica sobre o candomblé. 
       Carybé nas palavras de MORAES (MORAES, Vinícius de; ARAÚJO, Emanoel (org.) Ibid., p. 121.) :

É argentino, é brasileiro 
É quíchua, é asteca, 
é Inca, é carioca por bossa 
Mas é baiano por fé. 
É amigo do mundo inteiro 
Menos de quem não dá pé. 
Canta cantigas de Cuzco Da Havana e do Tremembé. 
É um sambista milongueiro 
Bate um violão de terreiro 
E é santo de candomblé. 
É um compadre capoeiro Legal! – berimbau de mestre! 
É pintor que pinta porta 
Pinta parede, janela 
Pinta mar e pinta peixe -Pinta a pesca do xaréu! 
(Pintor que pinta Maria E pinta até Isabel!) 
É um pé-de-cana ligeiro 
E um grande come-amarelo. 
É um branca y ameríndeo 
Um salvadorense Che 
É um cara todo carinho Um xique-xique sem espinho 
É o meu, é o nosso irmãozinho 
É o cacique Carybé! 
Ay, que cuadritos más lindos 
Pinta El pintor Carybé! 
(Ao amigo Carybé, em nosso pai Xangô - saravá!)

Retrato de Mãe Senhora. Aquarela. 1950. Crédito da imagem: http://z1portal.com.br/exposicao-sobre-candomble-traz-aquarelas-do-artista-carybe/

       Em 1950, ele vai morar definitivamente na Bahia ao ser convidado pelo Secretário de Cultura do Estado para realizar algumas obras artísticas. É justamente nesse período que ele realiza diversas representações artísticas dos cultos religiosos do candomblé, além dos costumes locais e também pelo cotidiano de pessoas humildes, como pescadores, vendedores ambulantes, capoeiristas, lavadeiras e prostitutas, temas constantes em sua produção. Como aponta o crítico Flávio de Aquino, o artista apresenta, em suas aquarelas, cores mais rebaixadas e esmaecidas, que se avivam nos quadros a óleo, como, por exemplo, naqueles em que representa as feiras populares do interior da Bahia.

"[...] chegou na Bahia no bôjo de pau dos veleiros do século XVI, com os primeiro capoeiristas, negros de Angola, guerreiros talvez, jogadores dessa luta singular em que só se usam os pés e a cabeça. Luta de muita eficácia contra os europeus que só empregavam as mãos na defesa e no ataque [...] Do mesmo modo que tinham camuflado sua religião com a de seus senhores, os negros camuflaram a luta da capoeira com pantomimas, mímicas e danças acompanhadas de músicas."(CARYBÉ, 1962: 26-27)
"... a Bahia tem arte e arquitetura moderna, um povo alegre, simpático, sobretudo bom, ao mesmo tempo que fortalezas, catedrais e o mar que é maravilhoso." 
- Carybé, em entrevista a Clarice Lispector. In: Clarice Lispector - entrevistas. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2007. (Originalmente publicado na revista Manchete, em 28 de junho de 1969, nº 897, p. 44-45).

"O feitiço da Bahia começa pela cozinha. Você só se alimenta de comidas sagradas."
- Carybé, em entrevista a Clarice Lispector. In: Clarice Lispector - entrevistas. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2007. (Originalmente publicado na revista Manchete, em 28 de junho de 1969, nº 897, p. 44-45).

"Salvador é uma cidade que parece encomendada para artistas plásticos, para escritores, cineastas. Enfim, tudo lá é uma espécie de incubadeira para essa gente."

"São aguadeiros, lavadeiras com trouxas, homens e mulheres com balaios e tabuleiros, flores, cestos, latas d'água, tijolos, frutas, animais, moringas, madeira, caixas e caixotes, barris, até caixões de defunto. Aqui, tudo nessa vida se carrega na cabeça!"

       Ao retratar o povo, Carybé não estava fazendo uma pintura de cunho social, não acreditava neste poder da arte. O que ele queria, e conseguiu, era passar para a tela seu testemunho de uma cultura rica em detalhes, e da qual ele fez questão de se aproximar.

"Os santos católicos possuem dupla personalidade aqui. Assim como Yemanjá é Nossa Senhora da Conceição, São Jorge é Omolu, basta ir às segundasfeiras para sua pequena igreja e vemos inúmeras oferendas de pipocas que é comida de Omolu; São Jorge é Oxossi, o Caçador, e a Senhora de Sant'Ana é Nanã Burucu a mais velhas das divindades da água. Não há nisso desrespeito algum, a fé e a devoção são iguais como quer que o santo se apresente, se vestindo couraça montado em branco cordel ou se farejando caça na mata, de arco e flecha na mão, a veneração será a mesma, a graça pedida com a mesma unção." (CARYBÉ, 1962: 37)

     A Coleção Recôncavo, Mural dos Orixás e Das Visitações da Bahia, indicam um período de grande expressão para a plástica de Carybé, tanto no campo das artes, com o movimento de renovação das artes plásticas baianas, da qual Carybé foi atuante, bem como na patrimonialização da religião de matriz negro africana iorubá; além de se dedicar a pesquisa sobre o candomblé Queto, representou legalmente a casa de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, compondo o corpo de Obás de Xangô . Observa-se, portanto, um comprometimento com a religiosidade de matriz negro-africana, e não simplesmente um interesse artístico nessa temática.


          A Coleção Recôncavo é uma série de dez cadernos, encomendada pelo governo do Estado da Bahia em 1950, na qual Carybé registra os costumes afrobaianos. A técnica utilizada é bico de pena sobre papel, com os seguintes títulos:
  • Pesca do Xaréu; 
  • Pelourinho; 
  • Jogo de Capoeira; 
  • Feira de Água dos Meninos; 
  • Festa do Bonfim; 
  • Conceição da Praia; 
  • Festa de Yemanjá; 
  • Rampa do Mercado;
  • Temas de Candomblé; 
  • Orixás. 
Quatro, dentre estes, registram a religião de matriz negro-africana iorubá: 
  •  Festa do Bonfim; 
  •  Festa de Yemanjá; 
  • Temas de Candomblé; 
  • Orixás.
      As Sete Portas da Bahia  editada em 1962. A obra reúne todos os textos dos cadernos e um apêndice escrito por Pierre Fatumbi Verger aborda os seguintes temas relacionados ao candomblé: 
  • Orixás;  
  • Atabaques; 
  • Ilus; 
  • Arquétipos; 
  • Ferramentas
       O livro, Mural dos Orixás, edição de 1979, com fotografias coloridas dos vinte e sete painéis representativos dos orixás, é acompanhado pelos croquis de cada painel - a edição em preto e branco, de 1971, trouxe um apêndice com os croquis; tais desenhos narram o processo criativo do artista. Cada painel representa o orixá com suas vestimentas, suas armas e seus animais litúrgicos

       Das Visitações da Bahia, 1974, apresenta uma série de sete xilogravuras em prensa manual, formada por sessenta e cinco exemplares numerados e assinados, com textos de Jorge Amado e Carybé. Nesse trabalho, Carybé destacou a ressignificação religiosa na relação entre santos católicos e orixás, comum ao candomblé baiano até a década de oitenta, período em que passa a ser questionada pelo movimento “antissincretismo”. O movimento, liderado por Mãe Stella de Oxóssi, iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá11 , teve seu manifesto proferido na segunda COMTOC12 , 1983. Ele reivindicava o reconhecimento do candomblé como religião de origem africana e propunha, consequentemente, um retorno à “pureza africana” ou “África mítica”.
Os títulos são: 
  • Visitação de Iansan e Nossa Senhora do Ó à casa de China na manhã de 2 de dezembro de 1902;
  • Visitação de Oxossi a seu cavalo Raimunda Sarará a 5 de outubro de 1917; 
  • Visitação de Ogum e morte do soldado Belarmino a 18 de novembro de 1921; 
  • Visitação de Omulú e São Roque ao leito de morte de Maria Salomé na Rua das Laranjeiras, 33;
  • Visitação de São Lázaro a Santo Onofre na noite de 24 de agosto de 1938; 
  • Visitação de São Cosme e São Damião a 7 de setembro de 1967;
  • Visitação de Exu à Rua do Açouguinho a 9 de fevereiro de 1972.
       Segundo CARYBÉ, o candomblé: "[...] estará presente na mesa rica e na pobre, nos arvoredos sagrados, nos pés de Loko, nas encruzilhadas onde moureja Exu, nos quindins das baianas, nas igrejas, nos mercados, nas folhas da mata."

Carybé, em agosto de 1997, na casa em Brotas, dois meses antes de morrer. Foi no espaço, para onde se mudou em 1961, com a mulher e os filhos, que ele criou boa parte de sua obra. (Foto: Haroldo Abrantes/Arquivo Correio)

       Freqüentador do terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, Carybé morreu aos 86 anos, no dia 2° de outubro de 1997, em Salvador, durante uma cerimônia no próprio terreiro. O artista deixou como legado mais de 5.000 trabalhos, entre pinturas, desenhos, esculturas e esboços. 


Acervos

Acervo Banco Itaú - São Paulo SP
Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa (Portugal)
Fundação Raymundo de Castro Maya - Rio de Janeiro RJ
MAM/BA - Salvador BA
MAM/SP - São Paulo SP
MoMA - Nova York (Estados Unidos)
Museu Afro-Brasileiro da UFBA - Salvador BA
Museu da Cidade - Salvador BA
Museu de Arte Contemporânea - Lisboa (Portugal)
Museu de Arte da Bahia - Salvador BA
Museu de Manchete - Rio de Janeiro RJ
Museum Rade - Reinbek (Alemanha)
Núcleo de Artes do Desenbanco - Salvador BA
Pinacoteca Ruben Berta - Porto Alegre RS

Exposições Individuais

1943 - Buenos Aires (Argentina) - Primeira individual, na Galeria Nordiska
1944 - Salta (Argentina) - Individual, no Consejo General de Educacion
1945 - Buenos Aires (Argentina) - Motivos de América, na Galeria Amauta
1945 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no IAB/RJ
1945 - Salta (Argentina) - Individual, na Amigos del Arte
1947 - Salta (Argentina) - Individual, na Agrupación Cultural Feminina
1950 - Salvador BA - Primeira individual na Bahia, no Bar Anjo Azul
1950 - São Paulo SP - Individual, no Mas
1952 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP
1954 - Salvador BA - Individual, na Galeria Oxumaré
1957 - Buenos Aires (Argentina) - Individual, na Galeria Bonino
1957 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Bodley Gallery
1958 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Bodley Gallery
1962 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA
1963 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1966 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Astréa
1967 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Santa Rosa
1969 - Londres (Inglaterra) - Individual, na Varig Airlines
1970 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria da Praça
1971 - Brasília DF - Painel dos Orixás, no MAM/DF 
1971 - Curitiba PR - Painel dos Orixás, na Biblioteca Pública do Paraná 
1971 - Florianópolis SC - Painel dos Orixás, na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina
1971 - Porto Alegre RS - Painel dos Orixás, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul
1971 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ
1971 - Rio de Janeiro RJ - Painel dos Orixás, no MAM/RJ
1971 - São Paulo SP - Individual, em A Galeria
1971 - São Paulo SP - Painel dos Orixás, no MAM/SP
1972 - Fortaleza CE - Painel dos Orixás, no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará
1972 - Recife PE - Painel dos Orixás, no Teatro de Santa Isabel
1972 - Recife PE - Painel dos Orixás, no Teatro de Santa Isabel 
1973 - São Paulo SP - Individual, em A Galeria
1976 - Salvador BA - Individual, na Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo 
1980 - São Paulo SP - Individual, em A Galeria 
1981- Lisboa (Portugal) - Individual, no Cassino Estoril
1982 - São Paulo SP - Individual, em A Galeria
1982 - São Paulo SP - Individual, na Renot Galeria de Arte
1983 - Nova York (Estados Unidos) - Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, no Caribbean Cultural Center
1984 - Cidade do México (México) - Individual, no Museo Nacional de las Culturas
1984 - Filadélfia (Estados Unidos) - Individual, no Philadelphia Arts Institute
1984 - México - Individual, no Museo Nacional de Las Culturas
1984 - São Paulo SP - Individual, na Nova André Galeria 
1986 - Lisboa (Portugal) - Individual, no Cassino Estoril
1986 - Salvador BA - As Artes de Carybé, no Núcleo de Artes Desenbanco
1989 - Lisboa (Portugal) - Individual, no Cassino Estoril
1989 - São Paulo SP - Individual, no Masp
1995 - Belo Horizonte MG - Individual, na Nuance Galeria de Arte
1995 - Campinas SP - Individual, na Galeria Croqui
1995 - Cuiabá MT - Individual, na Só Vi Arte Galeria
1995 - Curitiba PR - Individual, na Galeria de Arte Fraletti e Rubbo
1995 - Fortaleza CE - Individual, na Galeria Casa D'Arte
1995 - Foz do Iguaçu PR - Individual, na Ita Galeria de Arte
1995 - Goiânia GO - Individual, na Época Galeria de Arte
1995 - Porto Alegre RS - Individual, na Bublitz Decaedro Galeria de Artes
1995 - Salvador BA - Individual, na Oxum Casa de Arte
1995 - São Paulo SP - Individual, na Artebela Galeria Arte Molduras
1995 - São Paulo SP - Individual, na Casa das Artes Galeria
1995 - São Paulo SP - Individual, na Documenta Galeria de Arte

Exposições Coletivas

1939 - Buenos Aires (Argentina) - Exposição Carybé e Clemente Moreau, no MNBA
1943 - Buenos Aires (Argentina) - 29º Salon de Acuarelistas y Grabadores - primeiro prêmio
1946 - Buenos Aires (Argentina) - Desenhos de Artistas Argentinos, na Galeria Kraft
1948 - Washington (Estados Unidos) - Artists of Argentina, na Pan American Union Gallery
1949 - Buenos Aires (Argentina) - Carybé e Gertrudis Chale, na Galeria Viau
1949 - Salvador BA - 1º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia
1950 - Salvador BA - 2ª Salão Baiano de Belas Artes, na Galeria Belvedere da Sé
1950 - São Paulo SP - Coletiva, no MAM/SP
1951 - Salvador BA - 3º Salão Baiano de Belas Artes, na Galeria Belvedere da Sé 
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Feira de Santana BA - 1ª Exposição de Arte Moderna de Feira de Santana, no Banco Econômico
1952 - Salvador BA - 3º Salão Baiano de Belas Artes, no Belvedere da Sé
1952 - São Paulo SP - Coletiva, no MAM/SP
1953 - Recife PE - Mario Cravo Júnior e Carybé, no Teatro de Santa Isabel
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP
1954 - Salvador BA - 4º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia. - medalha de bronze
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações - primeiro prêmio desenho
1956 - Salvador BA - Artistas Modernos da Bahia, na Galeria Oxumaré
1956 - Veneza (Itália) - 28ª Bienal de Veneza
1957 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Arte Moderna
1957 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Arte Moderna - isenção de júri
1957 - São Paulo SP - Artistas da Bahia, no MAM/SP
1958 - Nova York (Estados Unidos) - Works by Brazilian Artists, no MoMA
1958 - São Francisco (Estados Unidos) - Works by Brazilian Artists, no Fine Arts Museums of San Francisco
1958 - Washington (Estados Unidos) - Works by Brazilian Artists, na Pan American Union
1959 - Salvador BA - Artistas Modernos da Bahia, na Escola de Odontologia
1959 - Seattle (Estados Unidos) - 30º International Exhibition, no Seattle Art Museum
1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho - sala especial
1963 - Lagos (Nigéria) - Brazilian Contemporary Artists, no Nigerian Museum
1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1964 - Salvador BA - Exposição de Natal, na Galeria Querino
1966 - Bagdá (Iraque) - Coletiva, patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian
1966 - Madri (Espanha) - Artistas da Bahia, no Instituto de Cultura Hispânica
1966 - Roma (Itália) - Coletiva, no Palácio Piero Cartona
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas (Bienal da Bahia) - sala especial
1966 - Salvador BA - Desenhistas da Bahia, na Galeria Convivium
1967 - Salvador BA - Exposição Coletiva de Natal, na Panorama Galeria de Arte
1967 - São Paulo SP - Artistas da Bahia, em A Galeria
1968 - São Paulo SP - Artistas Baianos, em A Galeria
1969 - Londres (Inglaterra) - Coletiva, na Tryon Gallery
1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1969 - São Paulo SP - Carybé, Carlos Bastos e Mario Cravo Jr. , na Galeria de Arte Portal
1970 - Liverpool (Inglaterra) - 12 Artistas Contemporâneos Brasileiros, na The University of Liverpool
1970 - Porto Alegre RS - Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Instituto de Artes da UFRGS
1970 - Rio de Janeiro RJ - Pintores da Bahia, na Galeria Marte 21
1970 - Salvador BA - Exposição de Reinauguração da Panorama Galeria de Arte
1970 - São Paulo SP - Exposição de Natal, na Galeria Irlandini
1971 - São Paulo SP - 11ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - sala especial
1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1972 - Recife PE - Arte Baiana Hoje, no Hotel Miramar
1972 - São Paulo SP - 50 Anos de Arte Moderna no Brasil, em A Galeria
1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio
1973 - Belo Horizonte MG - Jorge Amado e os Artistas de Teresa Batista Cansada de Guerra, na Galeria de Arte Ami
1973 - Salvador BA - 150 Anos de Pintura na Bahia, no MAM/BA
1973 - São Paulo SP - 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - sala especial
1973 - São Paulo SP - Carybé e Ramiro Bernabó, no A Galeria
1973 - São Paulo SP - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão 
1973 - Tóquio (Japão) - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão 
1973 - Atami (Japão) - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão 
1973 - Osaka (Japão) - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão 
1973 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão 
1973 - Brasília DF - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1974 - Salvador BA - Plásticos da Bahia
1974 - Salvador BA - 1º Salão de Arte do Clube de Engenharia da Bahia
1975 - Rio de Janeiro RJ - Carybé e Aldemir Martins, na Mini Gallery
1975 - Salvador BA - Feira da Bahia
1975 - São Paulo SP - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
1975 - Tóquio (Japão) - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil - Japão
1975 - Atami (Japão) - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil - Japão
1975 - Osaka (Japão) - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil - Japão
1975 - São Paulo SP - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil - Japão
1975 - Rio de Janeiro RJ - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil - Japão
1975 - Brasília DF - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil - Japão
1976 - São Paulo SP - Carybé e Preti, na Grifo Galeria de Arte
1977 - São Paulo SP - Mostra de Arte, Grupo Financeiro BBI
1977 - Tóquio (Japão) - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1977 - Atami (Japão) - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1977 - Osaka (Japão) - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1977 - São Paulo SP - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1977 - Rio de Janeiro RJ - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1977 - Brasília DF - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1979 - Tóquio (Japão) - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1979 - Kioto (Japão) - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1979 - Atami (Japão) - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1979 - Rio de Janeiro RJ - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1979 - São Paulo SP - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1980 - Dacar (Senegal) - Pintores Baianos
1980 - Dacar (Senegal) - Semana da Bahia
1980 - Fortaleza CE - 11 Artistas da Bahia, na Universidade Federal do Ceará 
1980 - Lisboa (Portugal) - Semana da Bahia, na Cassino Estoril
1980 - Penápolis SP - 4º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1980 - Salvador BA - Gravuras da Coleção Antonio Celestino, no Museu Carlos Costa Pinto
1980 - São Paulo SP - 13ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show
1981 - Nekai (Japão) - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - Tóquio (Japão) - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - Atami (Japão) - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - Kioto (Japão) - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - Brasilília DF - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - Rio de Janeiro RJ - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - São Paulo SP - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1982 - Brasília DF - Três Artistas da Bahia, no Centro Cultural Thomas Jefferson
1982 - Salvador BA - A Arte Brasileira da Coleção Odorico Tavares, no Museu Carlos Costa Pinto
1983 - Salvador BA - Artistas Amigos do Bistrô do Luiz
1984 - Aracajú SE - Artistas Baianos, na J. Inácio Galera de Arte
1984 - Dacar (Senegal) - Artistas da Bahia, na Galeria Nacional
1984 - Fortaleza CE - Artistas da Bahia, na Fundação Edson Queiroz - Universidade
1984 - Salvador BA - Influência de Mãe Menininha do Gantois na Cultura Baiana, no Museu de Arte da Bahia
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1985 - San José (Costa Rica) - Coletiva Arte Bahia, na Galeria 2000
1985 - San José (Costa Rica) - Afro-Bahia, na Galeria de Arte 2000 
1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp
1986 - Brasília DF - Baianos em Brasília, na Casa da Manchete
1986 - Curitiba PR - Um Artista Presenteia a Cidade, no Solar do Barão
1986 - Salvador BA - 39 Desenhos da Coleção Recôncavo, no Museu de Arte da Bahia
1987 - Salvador BA - Doze Artistas Brasileiros, na Anarte Galeria
1987 - São Paulo SP - 20ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show
1988 - Salvador BA - Os Ilustrados de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado
1988 - São Paulo SP - 15 Anos de Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Mokiti Okada
1988 - São Paulo SP - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Sesc Pompéia
1989 - Copenhague (Dinamarca) - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, Museu Charlottenborg
1991 - Curitiba PR - Museu Municipal de Arte: acervo, no Museu Municipal de Arte
1992 - Santo André SP - Litogravura: métodos e conceitos, no Paço Municipal
1992 - Zurique (Suíça) - Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus Zürich
1994 - São Paulo SP - Gravuras: sutilezas e mistérios, técnicas de impressão, na Pinacoteca do Estado
1996 - São Paulo SP - Norfest 96: Artes Visuais, no D&D Shopping

Exposições Póstumas

1998 - São Paulo SP - Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa-Paulista
1998 - São Paulo SP - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas, no Espaço Cultural da Marinha
1999 - Curitiba PR - Arte-Arte Salvador 450 Anos, na Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA
1999 - Salvador BA - 100 Artistas Plásticos da Bahia, no Museu de Arte Sacra
1999 - Salvador BA - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no MAM/BA 
1999 - São Paulo SP - A Ressacralização da Arte, no Sesc Pompéia
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. O Consumo - Metamorfose do Consumo, no Itaú Cultural
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. O Consumo - Paratodos, no Itaú Cultural
2000 - Rio de Janeiro RJ - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Negro de Corpo e Alma, na Fundação Casa França-Brasil 
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal
2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light
2001 - São Paulo SP - 4 Décadas, na Nova André Galeria 
2001 - São Paulo SP - Figuras e Faces, em A Galeria
2003 - Rio de Janeiro RJ - Arte em Movimento, no Espaço BNDES
2007 - Publicação Impressões de Carybé nas suas visitas ao Benin (1969 e 1987), pelo Museu Afro-Brasil em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo.
2009 - Criação e inicio das atividades do Instituto Carybé, criado pela família, para preservar, catalogar e divulgar sua obra e sua memória.
Exposição Carybé, no Museu de Arte Moderna da Bahia, comemorando os setenta anos de sua primeira visita à Bahia e iniciando as comemorações dos 100 anos de Carybé.
Reinauguração dos murais "Alegria e Festa das Américas" e "A Conquista do Oeste". Originalmente localizados no Aeroporto Kennedy, de NY, as obras foram restauradas e realocadas no Aeroporto Internacional de Miami, Estados Unidos, por iniciativa da Odebrecht USA, em parceria com o Miami Dade County.
2010 - Exposição Retrospectiva de Carybé", na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, em comemoração ao bicentenário da independência da Argentina.
2011 - Centenário de Carybé. Exposição "O Ateliê: Carybé 1911-2011", Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.
Exposições: "Grande Mural dos Orixás - Carybé" e "Deuses DÁfrica - Visualidades Brasileiras", Museu Afro-Brasil, São Paulo.
Exposição "Carybé 100 anos", [14 obras de Carybé pertencentes à coleção Castro Maya], pelo IBRAM no Museu Chácara do Céu, Rio de Janeiro.
Celebração do Centenário de Carybé no Senado Federal.

Formação

1925 - Inicia atividades em artes freqüentando o ateliê de cerâmica do seu irmão mais velho, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro.
1927-1929 - Freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, no Rio de Janeiro
1958 - Recebe bolsa de estudos em Nova Iorque, Estados Unidos da América.
1911- Nasce em 07 de fevereiro em Lanus, na província de Buenos Aires;
1919 – Após um período na Itália, sua família muda-se para o Rio de Janeiro;
1927/29 – Cursa a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro;
1929/39 – Volta para a Argentina e trabalha em diversos jornais, sendo que o último deles, “Prégon”, o envia para Salvador;
1940 – Ilustra o livro Macunaíma, de Mário de Andrade;
1943- Primeira exposição individual na Galeria Nordiska;
1949 – É chamado por Carlos Lacerda para trabalhar na Tribuna da Imprensa;
1950 – Através de uma carta de recomendação emitida por Rubem Braga, Carybé é contratado para fazer murais em Salvador. Muda-se para a Bahia;
1951 – Primeira Bienal Internacional de São Paulo;
1952 - Exposição individual no MAM/BA. Faz o desenho, figuração e ainda é diretor artístico do filme O Cangaceiro, de Lima Barreto;
1956 – Participa da 28ª Bienal de Veneza;
1957 – naturaliza-se brasileiro;
1959 – Faz painéis para o Aeroporto Kennedy em Nova York;
1963 – Recebe o título de cidadão da cidade de Salvador;
1966 – Lança os livros Olha o Boi e Bahia, boa terra Bahia, este último com Jorge Amado;
1970 – Participa da exposição 12 artistas contemporâneos brasileiros, na Universidade de Liverpool;
1971- Exposição individual no MAM/RJ;
1973 – Sala especial na 12ª Bienal Internacional de São Paulo;
1981 – Publica, após 30 anos de pesquisas, a Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes;
1989 – Exposição individual no MASP;
1996 – É homenageado com o curta-metragem Capeta Carybé, baseado no livro homônimo de Jorge Amado;
1997 – Morre no dia 2 de outubro, em Salvador.

DOCUMENTÁRIOS

Título: O Capeta Carybé
Sinopse: Inspirado no texto "O Capeta Carybé", de Jorge Amado, o filme mostra a enorme integração da vida e da obra preto Carybé com a cidade de Salvador.
Direção: Agnaldo Siri Azevedo
Tipo: Documentário, Formato: 35mm, Ano Produção: 1996, Origem: Brasil (BA), Cor / PB: cor, Duração: 13,21 min.
Elenco: Harildo Deda (narração), Nelson Dantas (narração)
Roteiro: Chico Drummond, Agnaldo Siri Azevedo
Fotografia: Vito Diniz
Som: Rômulo Drummond
Música: Walter Queiróz Jr.
Montagem: Roman Stulbach, Severino Dadá
Produção Executiva: Roman Stulbach
Produção: Chico Drummond
Produtora: RR Filmes.
Prêmios:
:: Prêmio Especial da Crítica - Festival de Brasília 1996.
:: Melhor Montagem - Festival de Brasília 1996.
:: Troféu Pinhão - Festival de Curitiba 1997.
:: Prêmio da Crítica - Cine Ceará 1997.
:: Melhor Edição - Cine Ceará 1997.


Título: Deuses e sonhos de Carybé
Sinopse: O programa mostra as diferentes facetas do artista – que produziu aquarelas, esculturas, gradis, desenhos, cerâmicas, gravuras, murais e ilustrações para livros. Revela, ainda, incursões de Carybé no mundo da música, do cinema, do teatro e da literatura. Entre as atividades do artista múltiplo apresentadas no especial, estão a de pandeirista em turnê de Carmen Miranda pela Argentina e a de tradutor, para o espanhol, de “Macunaíma”, de Mário de Andrade. As obras que registram as cerimônias, as roupas, os adereços e os instrumentos do candomblé e aquelas que retratam os usos, os costumes e as paisagens da Bahia mesclam-se aos depoimentos de familiares, amigos e estudiosos de Carybé, evidenciando o papel do artista na construção do imaginário baiano.
Programa: Especial
Produção: TV Senado
Ano: 2011 (Centenário do artista).


Algumas Obras 

Peguei algumas obras disponíveis na Internet, diferente de Pierre Verger que tem um acervo ultra organizado, Carybé está espalhado por aí e muitas das obras não tem data ou título, então se está falando informação, me perdoem 
São Jorge-1956

Mulata Belissa em seu Jardim - 1971
Lua Nova

Nanquim sobre papel:
Exu, Omulú, Iroko, Ogum, Iaô
Oxalufã, Xangô


Nanã, Oxumará, Oxaguian, Ossaim, Erês


Oxóssi, Logunedê, Iansã, Oxum, Iemanjá

Coleção Recôncavo 05 - festa do Bonfim



Babá Egum- Ponta de Areia - Itaparica - Aquarela, 1980

Festa de iniciação de uma Iansã de Ibale. Opô Afonjá. - Aquarela, 1980

Croquis para o painel de Ifá  - Nanquim sobre papel, 1967

Carybé, Exu, 1968 
Madeira (cedro) entalhada com incrustações 
3 x 1 x 0,10 m 

Baba Abaolá,Ogum,Oxóssi, Obaluaê, Obaluaê, Iyamí Oxorongá, 1968 -
Madeira (cedro) entalhada com incrustações 3 x 1 x 0,10 m


Amazonas (bronze), de Carybé
Maternidade (bronze), de Carybé


Figuras (bronze), de Carybé 

Mãe baiana (bronze), de Carybé




Orixás e seus aparatos:


 Oxalá



Iemanjá












Euá

Obá 






Oxum



























Xangô























Ossãe














Omolu

Ogum


Olodum 


Carta a El Rei D. Manuel Pero Vaz de Camina - Nanquim e guache sobre papel 32,8 X 23,9 cm
Carybé©1968/1989
Carnaval de Rua
Carybé ©1982

sem título, de Carybé  
Santo Antônio, de Carybé (1982)

O papagaio fujão, de Carybé

Mulatas, de Carybé
Mulheres, de Carybé

Musicando, de Carybé
O ovo da Ema, de Carybé (1976)

Puxada de Rede, de Carybé



sem título, de Carybé






Lavadeiras, de Carybé

Cerrado, de Carybé
Mãe e filho, de Carybé

Mulata, de Carybé (1977)
Meninos brincando, de Carybé
Sem título, de Carybé
A Garrafa Verde (ou A Hora do Cão), de Carybé (1979)

A morte de Alexandrina, de Carybé (1953)

As Baianas, de Carybé
Baianas, de Carybé

Baianas, de Carybé

Candomblé, de Carybé (1983)

Cangaceiros, de Carybé
Cangaceiros, de Carybé (1997) - [obra inacabada deixada por Carybé] - Acervo Estúdio Carybé
Capeira, de Carybé - [Pinacoteca ©Carybé

Ref. Bibliográficas
http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=81&in=1
FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Carybé (Hector Julio Páride Bernabó) - a arte e a paixão pela Bahia. Templo Cultural Delfos, fevereiro/2011. Disponível no link. (acessado em 26/08.2018: http://www.elfikurten.com.br/2011/02/arte-de-carybe-sua-paixao-pela-bahia.html
Dissertação de Mestrado de Marcelo Mendes Chaves: CARYBÉ: UMA CONSTRUÇÃO DA IMAGÉTICA DO CANDOMBLÉ BAIANO - USP - 2012
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/especialistas-falam-sobre-a-obra-de-carybe-e-o-seu-valor-no-mercado/

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